segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Resultado positivo

Pratico criação com apego desde que Juju nasceu. Nunca deixei ela chorando, não brigo, não grito, e muito menos falo que é feia ou boba por fazer alguma coisa errada. Ja ouvi que ela é manhosa, fresca, chata, e tal. E aqui merece um parenteses:

Quando ela não ta feliz em alguma lugar ou com alguém, ela chora. Sim, eu também tenho vontade de chorar em alguns lugares, mas né, preciso me segurar. Ela não. E quando ela não se sente bem, ela chora de um jeito que eu sei o que é. E eu ainda tenho que ouvir coisas como "ai que chata, que birrenta, fulana não faz isso, bla bla bla". Me irrita, muito. E ai mesmo que ela reclama. Eu saio de perto, tento disfarçar, mas ela só volta a ser ela mesma quando se sente bem de novo.

E então que eu considero tudo isso reflexo do jeito que eu crio ela. Quando ela esta com pessoas que ela gosta e que fazem ela se sentir bem, ela é o bebe mais carinhoso do mundo. Abraça beija, da carinho, divide tudo que tem, raramente chora, sorri o tempo todo.

E ontem aconteceu uma coisa que me fez ter mais certeza das minhas escolhas.
Estávamos eu, juju e minha mãe em uma livraria no shopping. La tem uma mesinha com cadeirinhas no meio dos livros infantis. Juju sempre vai la e fica um tempão olhando os livros e escolhendo um pra ela. Ela sempre escolhe um só, mesmo com todas as opções.
E então que ela estava com 3 na mesinha olhando cada um deles. Um grande com musicas (das princesas, que ela adora) um de banho igual que ela tem em casa, e o outro cheio de interações. Nisso chega um menina um pouco mais velha que a Ju, e puxa o livrinho que a Ju tinha na mão. Achei que ela ia abrir o berreiro, mas não, ela se levantou, foi la, pegou outro livro e deu pra "amiga". Achei o gesto lindo, tava la me derretendo toda, quando a menina pega todos os livros que a Juju tinha na mesa, e começa a gritar e jogar tudo longe. Ju se assustou, e fez aquele beiço "mamãe me salva". Sentei do lado dela e disse pra ela ficar calma que a menina tava feliz (mentira, ela tava berrando que queria todos). O pai chega do lado da menina e começa a falar no ouvido dela "sua feia, sua boba, vai apanhar se continuar fazendo isso". Ai mesmo que a menina chorava e gritava.
Fiquei tão assustada com aquilo, que virei as costas. Tava tão angustiada, que se começasse o discurso, não ia parar mais. Peguei Juju no colo e tirei ela dali, ela tava com uma carinha assustada, fiquei com muita pena. Levei ela pro outro lado, peguei uma caixa de giz de cera (que eu já ia comprar mesmo), e um caderno de desenho. Nisso a menina já tinha saído da mesinha, e Juju voltou sozinha pra la. Pegou o giz e o caderno e começou a desenhar. Eu e minha mãe do lado brincando.
Só vi a menina de volta correndo, arrancando o giz da mão da Juju e jogando tudo no chão. Ai ela começou a chorar, foi um drama, um berreiro!

Sei que nessa fase eles aprendem sobre posse, mas também aprendem a dividir. E se o pai já ameaça com violência, com certeza ela já apanhou. Nunca levantei a mão pra Ju e pretendo nunca levantar. Não tem como não achar que uma coisa esta ligada a outra. Também sei que toda criança, mais cedo ou mais tarde, vai dar um showzinho em locais públicos, mas o que me assustou com a violência que ela usou pra fazer tudo. Fiquei com medo dela machucar minha peixinha.

Juju já teve sua fase do tapa, mas durou duas semanas.E ela nunca bateu em outra criança, só em mim. Ela vinha e me dava um tapa, eu abraçava ela, falava que não pode, que machuca a mamãe, e que a gente tinha que se abraçar de novo pra se desculpar. Passou rapidinho, antes mesmo do que eu imaginei.

Seguimos apegadas, com muito amor, atenção e palavras positivas, e o resultado a vê por aqui!


Apegadas no Tamar

Apegada comendo sozinha seu sorvete de flocos #sqn

Apegada dançando "Eu vou, eu vou"
Boa semana! :**

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