quarta-feira, 12 de junho de 2013

O que realmente importa?

Tenho o post sobre os 7 meses da Ju pronto na minha cabeça, mas fui "perseguida" por um assunto hoje de manha.

Do que realmente precisa um bebê?

Li esse post aqui, e mais o (ótimo) guia da Tia Mozi. Seriam os tópicos "positivos" sobre um enxoval. Ai me deparo com esse e-mail:

Fraldas, cadeiras e tudo o que é essencial para o seu bebê


O e-mail era patrocinado por nada menos que N marcas de produtos. N por que não vem especificado, e eu perdi a conta no 14. Inclui chupetas, mamadeiras, Leite artificial, papinhas, cremes importados na faixa de 100 reais um hidratante.
Gostaria de saber se alguém realmente pensa que esses itens são tão essenciais assim. Me arrependo imensamente de não ter jogado as chupetas fora quando ainda podia. Julia fazia ânsia de vômito quando colocavam na boquinha dela, o que me matava de orgulho. Hoje, depois que eu voltei a trabalhar e o pai dela, a minha mãe e quem mais cuidava dela ofereceram, somos reféns da borrachuda, mesmo eu já tendo feito as pazes com ela, preferia que a Juju não tivesse pego. Bebês sobrevivem SIM sem chupeta, e são muito menos manhosos sem ela. Não que eu acha que bebês fazem manha. Acho bem prepotente quem vê um bebê chorando e logo já vai chamando de manhoso. Se a unica forma de comunicação negativa é o choro, e o bebê quer determinada coisa, por que não chorar? Mas ela acaba chorando só pra ficar com a chupeta na boca.

Leite artificial, papinhas e hidratantes carérrimos eu nem vou perder meu tempo comentando.Por que papinha industrializada não é essencial pra ninguém. Entendo que algumas mães prefiram levar papinha do que uma fruta inteira na bolsa (mentira, não entendo), mas chamar de essencial me tira do sério. 
Comprei purezinhos de frutas quando fomos viajar, por que EU tinha curiosidade, mas nunca daria pra Juju. Achei gostoso, como eu acho gostoso um chocolate da vida. Pra mim, não pra ela.

E fraldas, é possível, e muito mais ecologicamente correto, as fraldas de pano. Não uso por que no momento a grana não ta tão boa assim pra investir, mas se eu tivesse conhecido no começo do ano, teria comprado umas 3, 4 pra testar. Agora minhas fraldas M acabaram e eu tenho que comprar novas. Assim que ela passar pra G eu pretendo comprar.

Mas o que me deixa mais triste é saber que muita gente gasta tanto dinheiro em coisas superficiais, como berços, cadeiras, andadores, "chiqueirinhos" (que eu acho um absurdo deixar a criança presa ali, e ainda chamar de chiqueiro. Minha filha não é um porco não!), e tantas outras coisas que alem de serem caras, distanciam os pais dos filhos.

Se eu tiver um próximo filho, ao invés de berço, cadeirinhas, e tantas outras tralhas, vou levar ele mais vezes no parque, no zoológico, vou viajar mais, comer mais coisas gostosas e saudáveis pro meu leite ser cada vez melhor. Vou doar chupetas, e tudo que eu achar desnecessário sem pensar se a pessoa que me deu vai ficar chateada ou não.
Na verdade eu não tive cadeira de amamentação (tive mas não usei, minha mãe sentava pra secar a Juju no colo depois do banho), sempre amamentei com a almofada (meu must have do enxoval), e foi ela que salvou minha vida já na maternidade. Fiquei com tanta dor no braço que tive que tomar um analgésico. E só tomei o remédio por que não conseguia mais segurar a Juju.

Alem da hora de amamentar, a almofada tem
várias utilidade, não só pro bebê, mas para
a gestante também.

Uso uma escrivaninha que foi a mesa de computador da prima em meados de 1900. É embutida, tem gavetas e duas portas de correr que ficam os pacotes de fralda. E o bom é que o quarto é embutido tudo branco (Valeu dinda! ), nem parece que não foi feito pra ela, e está assim a anos.
E sabe o que eu compraria? Espuma com densidade um pouco superior aos colchões de bebê, por que são muito molinhos quando o bebê começa a sentar, eles perdem o equilíbrio. Pretendo comprar ainda pra Ju, de um tamanho adaptável ao quarto dela, por que é pequeno, e o colchão de solteiro fica meio fino e comprido demais. Um quadrado seria o ideal. E vou fazer o lençol, por que até la eu compro uma maquina de costura (Que é o meu sonho! Eu amo costurar), já que não vai existir pronto. E EVA pro chão do quarto, os acidentes são inevitáveis. A borracha ainda é anti térmica e silenciosa, ótimo pra dar aquela espiadinha sem tirar a atenção do bebê.

Do carrinho eu já comentei aqui, e posso dizer que tenho experiencia ;) hahaha mas em um próximo compraria só um, estilo meu atual. Ainda estou apaixonada por ele, foi o melhor investimento até agora, sem dúvida nenhuma! Não deixaria de ter os slings(teria mais), mas viver sem carrinho eu acho impossível. Ficar a tarde toda com meu tourinho no colo não rola.

E eu sou a turma "cama é o melhor trocador". Já passei por váááááários acidentes, mas quem tem trocador também passa. E olha que é mais fácil trocar a roupa de cama do que limpar a parede, o móvel, e o que mais estiver na mira ;)

Voltando ao chiqueiro, pretendo ainda comprar uma grade para porta, e deixar ela livre no quartinho dela. Se o apartamento fosse meu, adaptaria a sala e o meu quarto pra que ela explorasse tudo, mas como eu moro no apartamento da minha avó, 90% das coisas que não tenho como mudar. Muito melhor uma grade de proteção do que um quadradinho 1x1 que o bebê mal pode se mexer.

Então se tem alguém pensando em engravidar, pensa primeiro no que é importante pra família, pro meio ambiente, e principalmente pro bebê, afinal 90% do enxoval é pra ele, e ele não da valor pra etiqueta!

PS: Julia da valor pra etiqueta, é a parte preferida dos brinquedos dela.

Mas sabe o que é essencial pra um bebê senhor BabyCenter? Amor, carinho e dedicação. O resto? O resto é supérfluo! #ficaadica


Carinho
Amor
Dedicação

Beijos, boa tarde e daqui a pouco tem foto dos 7 meses da perfeitinha.


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