terça-feira, 25 de junho de 2013

Estamos em crise!

Pra quem é mãe, deve ser normal falar que um bebê está passando por uma crise, mas pra quem não é, pode parecer um pouco exagerado e dramático. Mas é de verdade, e é bem complicado!

Juju está no auge dos seus 7 meses e meio, mas há uma semana que ela já está na crise dos 8 meses. Comecei a perceber que o sono dela tava diferente. Não queria por nada dormir a tarde, mas no final do dia já tava exausta, mal humorada e nada fazia ela se acalmar. Tomava uma banho e ia dormir lá pelas 8 da noite. O problema? Ela não dorme as 8 da noite como os bebês estão acostumados a dormir, ela sempre foi dormir às dez, onze da noite comigo (por que a soneca de tarde durava até umas 5:30, 6 horas.). Então ela anda tirando essa soneca as 8, acorda as 10 e volta a dormir perto das 2 da manha, e eu? Eu já to acabada morrendo de sono, já que sou a unica pessoa que acorda cedo la em casa. Ontem mesmo o Victor pegou ela pra eu poder dormir um pouco, e trouxe ela dormindo, mas eu nem consegui ver que horas eram...

Pelo menos ela não parou de comer, ta se alimentando bem, aceitando os alimentos tanto inteiros como em papinhas. Só acho que ela esteja enjoando de maçã. É a frutinha que ela mais come, por ter mais la em casa (meu pai viajou e trouxe uma caixa direto "da fonte"), e por não trancar tanto quando a banana. Alias, em relação a isso, Juju anda bem trancada, o que acaba deixando ela mais mal humorada ainda. E eu morro de pena em ver ela fazer a maior força, ficar toda vermelha, e não conseguir fazer nada!

Texto tirado do babyCenter:

"Oito meses: separação ou angústia
 Essa crise acontece sempre no oitavo mês?
Não exatamente. Essa é a crise do terceiro trimestre. “Embora seja incomum, algumas crianças começam a dar sinais da crise com 6 ou 7 meses. Outras mostram sintomas de angústia com 9 meses. [...]”, explica o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.
 Por que os pediatras dizem que essa é a crise mais significativa de todas?
“Porque essa é a que dura mais tempo e o transtorno do sono é muito acentuado: a criança pode chegar a acordar 15 vezes durante a noite, desperta muito assustada, com um choro intenso. [...]”, esclarece o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.
 Quanto tempo dura a crise da angústia?
Demora um pouco mais que as outras: três ou quatro semanas.
[...]
 Nessa fase, quando a criança chora de madrugada, é a mãe quem deve atender?
De preferência, sim. O pediatra Leonardo Posternak explica a razão: “Na fantasia do bebê, ele acha que, quando a mãe apaga a luz e fecha a porta, não volta nunca mais. Então, se ele chora durante a noite e é atendido pelo pai ou pela babá, acredita que a mãe não voltará mesmo”. A criança precisa passar por isso para ir entendendo que a presença da mãe pode ser seguida de ausências. “Nessa fase, é oportuno que não ocorram trocas dos cuidadores. Além de acordar assustado, o bebê pode reagir à presença de estranhos, chorando ou estranhando o colo”, reforça Ana Paula Cargnelutti Venturini, mestre em psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “A mãe deve tentar acalmá-lo no próprio berço para não alterar substancialmente sua rotina”, ela sugere.
 Quais os sintomas da crise da angústia?
Basicamente os mesmos das outras crises: alteração do sono, perda de apetite e agitação. “O sono é o que mais perturba. Além disso, a criança come muito mal, pior do que nas outras fases. E às vezes faz até pequenas greves de fome”, comenta o pediatra Leonardo Posternak, de São Paulo.
[...]"

E os sintomas são os mesmo de todas as crises, muda o sono, muda a alimentação e a criança fica irritada.  To tentando retornar a irritabilidade dando mais atenção pra ela (e vivendo na bagunça), mas ta ficando complicado, to MUITO cansada com esse sono irregular, e se ela não dorme a tarde, eu também não durmo, já que as 8 da noite eu não tenho mais sono nenhum, que volta as 10 e bate exatamente com o horário que ela acorda.

Mas no meio de tudo isso eu acordo a mãe que tem em mim. Essa que acorda sorrindo por perceber que a bebê ta acordada antes do despertador, que não consegue sair sem dar aquela cafungada no bebê que dorme, sem se preocupar se ela vai acordar ou não. Essa que abre mão de unha feita, cabelo bonito, roupa limpa pra poder passar algumas horinhas a mais sentada no chão brincando com a filha. Essa que vem trabalhar com o coração apertado, e que sai correndo pra não perder tempo. Que não sabe mais o que é dormir quando e como quiser. 
É em meio à crise que eu me levanto e percebo que eu mudei. Que amor e paciência hoje fazem parte da minha de uma forma que eu nem imaginava que podiam fazer. Ela me deixa mais leve, mais feliz mesmo quando está chorando desesperadamente por eu não dar o controle remoto pra ela morder. Que cada queda doí mais em mim do que nela.

Não existe razão eu explique como passamos a ver a vida tão forte e tão frágil ao mesmo tempo. Fico me sentindo tão pequena em relação a tudo (nessa hora começam as piadinhas em relação ao meu tamanho,  eu tenho 1 metro e meio #prontofalei). Ter filhos nos leva a uma dimensão até então desconhecida. Cada sorriso, cada choro, cada brincadeira é um evento lindo e inesquecível. E é lindo ver que a família toda muda por conta desses mini seres humanos. Que laços são fortalecidos, que amizades são criadas, que a nossa consideração pelos laços familiares mudam com a chegada deles.

"E é isso filha, que essa crise passe logo, por que crise aqui, só aquela de risos que a gente tem a tarde antes de dormir. Ou a noite, depois do banho."

Beijos e semana a todos!

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