segunda-feira, 10 de junho de 2013

BLW, o dia em que a Ju comeu sozinha.

Em janeiro, quando eu fui pra São Paulo levar a Juju pra conhecer a dinda, o dindo perguntou se tinha que comprar papinha pra Juju. Ela tinha 2 meses e muito, e lógico que ele tava brincando, mas desde aquela época, já sabia que eu ia fugir das papinhas industrializadas.

Pois bem, meses se passaram, comecei a pesquisar sobre a introdução alimentar. Cheguei nos meus grupos lindos do Facebook, tirei varias dúvidas, fiz e dei papinha varias vezes pra Ju, mas sempre percebi que ela tinha um interesse muito maior pra saber o que tinha dentro do prato do que pra comer efetivamente.

Ai eu descobri o BLW. Baby Led Weaning, ou Desmame guiado pelo Bebê. Me assustei com a tradução, mas depois de algumas pesquisas já me acalmei. 

Quando comecei a introdução alimentar, que eu contei aqui, inconscientemente eu já estava fazendo BLW. Percebi os sinais dela, que ela já estava pronta pra começar a comer outras comidas. Uma pena que eu tenha usado o alimentador, hoje faria diferente. Sorte que eu fui colocar no esterilizador e estraguei (segredo ein, preciso de um post só sobre coisas que eu estraguei usando o esterilizador! HAHAHA). Hoje ela come a maioria das frutas na mão. Ainda tenho um pouco de medo de dar as mais molinhas, preciso trabalhar isso em mim. Sei que ela consegue comer tranquila, desde que eu esteja do lado pra socorrer caso aconteça alguma coisa.

E toda a minha pesquisa me rendeu algumas observações, que eu transformei em um "Guia Alimentar da Juju":


  1. Preciso perder o medo do engasgo. É importante eu me sentir segura pra ela se sentir segura também.
  2. Deixar ela fazer a bagunça que ela quiser. Não vou morrer se o chão ficar sujo, e a cadeira dela é super fácil de limpar.
  3. Comprar uma variedade maior de legumes, verduras e frutas.
  4. Melhorar a minha alimentação na frente dela. Ela anda demonstrando muito interesse no que eu como, então se é pra comer porcaria, pelo menos que eu não coma na frente dela.
  5. O pratinho só vai la pra fazer mais sujeira, e eu ter mais coisa pra limpar depois.
  6. Não colocar a comida na boquinha dela. Ela é preguiçosa e quer que alguém fique segurando. Se eu dou na mão, ou coloco na frente dela, ela mesma escolhe como pegar e como comer.
  7. Lembrar de dar outras comidas, por que esse final de semana eu esqueci completamente. #piormaedomundo
  8. Tirar mais fotos e fazer mais videos dela comendo. É muito fofo, e daqui a pouco ela cresce e eu não lembro mais como era.
  9. No BLW não se mantem uma rotina de horários, a alimentação continua em livre demanda, mas eu prefiro oferecer quando ela acorda, na hora do almoço, e no final da tarde, mas ir me adaptando ao apetite dela. 
  10. Anotar tudo que ela come, as quantidades, e se ela gostou ou não. Se funcionar eu vou amar acompanhar toda a alimentação dela. Nunca é tarde pra começar.
  11. Dar mais valor a experiencia sensorial da alimentação, deixando ela fazer o que bem entender com a comida, sem ficar corrigindo e ensinando.
  12. Confiar nela, e na quantidade de comida que ela precisa. Ela não vai comer demais (por isso ela parou de golfar depois que come), nem menos (ela também não vai passar fome, tem leite suficiente aqui).

Esse eu preciso imprimir e colar na geladeira, pra não esquecer de nenhum deles. Vou continuar com as anotações sobre a introdução dos "salgados", que eu ainda não descobri como chamar, por que salgado não faz sentido, já que não vou usar sal em nada pra ela.



Manga, ainda no alimentador.

Laranja

Gominho de tangerina

Banana


Maçã, dividida com a mamãe e a vovó.

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