sábado, 20 de abril de 2013

Equilíbrio e o meu attachment parenting.

Se eu sou uma boa mãe? Não sei, Julia ainda é pequena pra isso. Mas se eu acho que to fazendo o trabalho certo? Sim.

 Já disse que pesquiso e que me instruo pra TENTAR não cometer erros bobos por preguiça ou falta de empenho. Quando me deparei, ainda gravida, com o termo "attachment parenting" ou "criação com apego" curti bastante a ideia de criar minha filha com todo amor e carinho possível. E a palavra chave que eu achei foi POSSÍVEL. Não acredito em radicalismo, em nenhuma área da vida. Não acredito que a receita pra ser o melhor profissional seja dedicação 24 horas, 7 dias por semana. Não acho que um atleta deva se matar pra chegar ao seu objetivo, então não vejo o por que de eu abrir mão de ser eu mesma pra que a minha filha seja feliz. Quando eu estava de licença, sofri muito com a separação, mas hoje, 3 semanas depois, vejo que foi ótimo, para nós duas. Continuo "apegada" ao extremo, quando eu to com ela, sou só dela. Mas ainda tenho que lavar, passar, cozinhar, limpar. E faço tudo com ela junto, conversando, explicando o que eu to fazendo. As vezes no sling, as vezes na carrinho (por que né, mamãe aqui é robusta, mas falta um pouco pra virar Hulk. E a linda está no auge da gostosura dos seus 7 quilos). Deixo sim ela na frente da TV as vezes, mas não me culpo por isso. Funciona, e é isso que importa. Não deixo ela de lado pra fazer as coisas inúteis. Se eu deixo é por que eu preciso, e assim a coisa está indo muito bem. E a criação com apego não tem regras a serem seguidas, é a mãe se doar da forma que for melhor pra ambas as partes. Cada família encontra a sua forma de criar. É mais uma filosofia de vida, guiada pelo instinto, e por isso que EU acho que estou fazendo um bom trabalho.

Acredito que a sociedade cobra muito das pessoas. Quando a mulher volta a trabalhar, seja aos 3, 4 ou 6 meses, esperam dela bom humor, magreza, beleza como se ela estivesse a 4 meses de férias. E é exatamente o contrario. Nesses meses, qualquer mãe percebe que trabalhar fora é fácil perto de criar um bebê. Eles pedem atenção, força, saúde. As vezes só querem ver um sorriso na mãe, as vezes querem ficar sozinhos. Júlia adora ficar sozinha! sempre foi muito curiosa e observadora, desde a maternidade. Na verdade acho que desde a barriga ela já era assim, pois foi como eu me sentia grávida. Cabe a cada mãe, conhecer seu bebê pra ter esse feeling. E tudo isso é difícil. Mesmo ainda sendo eu mesma, a maternidade me transformou na Aninha-mãe, e mesmo a minha essência ainda sendo a mesmo, tenho meus momentos mudada. Continuo alto astral, bem humorada, mas sou mais preocupada, mais responsável. Se ainda é cedo pra isso? Pode ser que sim, pode ser que não. Isso são coisas que o tempo confirma. E nada pode afirmar também  que eu vou ser assim pra sempre, mas é como eu me sinto hoje. Se amanha eu resolver voltar a ser maluca e irresponsável, terei passado por uma fase ótima como mãe responsável, mas que não cabe mais a mim.O que cada uma deve fazer, é se aceitar e se organizar como cada fase manda, pois tentar ser algo que não se é, só serve pra nos deixar frustradas, e assim nunca seremos as melhores mães que podemos ser!

Bom final de semana de sol pra todo mundo!

Post escrito ao som daqui, já que ele também consegue fazer a Ju dormir!

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