sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Existe uma frase no DVD da Paula Fernandes, que eu me identifiquei muito nos últimos dias. "Eu não escolhi a música. A música me escolheu" E adaptando a minha realidade, "eu não escolhi a maternidade". Sempre tive duvidas em relação a colocar um ser humano no mundo. Será que eu vou ser capaz de criar, educar, ensinar? Será que a minha falta de paciência, minha irritabilidade e meus momentos de mau humor vão ficar de lado? Sempre imaginei que, SE eu fosse mãe um dia, seria quando estivesse quase nos 40, carreira no lugar, estabilidade financeira, CASADA...

Mas a vida às vezes não espera a gente decidir nada "a maternidade me escolheu". Dentre todas as mulheres que tomaram aquele anticoncepcional, que tiveram que passar pelo constrangedor momento de tomar uma injeção, eu fui "escolhida". Digo isso por que me cuidava, desde os 15 anos de idade que eu tomo o mesmo anticoncepcional, e confio confiava nele. Por isso que a ficha não caia. Por isso que demorei quase 4 meses pra descobrir que estava grávida. Por isso que quando soube, passei uma semana chorando e imaginando o que seria de mim. 

3 meses se passaram. E em 3 meses, eu me transformei. Me transformei em alguém mais segura, menos estável, mais saudável, e principalmente mais madura. Me sinto mais pronta, mais paciente, mais tolerante, mais cansada, mais adulta. Sinto que o que eu puder fazer pela minha filha, eu vou fazer. Ela é mais importante que eu, e merece muito mais do que eu posso dar pra ela. Merece o mundo, mas um mundo limpo, em paz, harmonia. Um mundo que infelizmente eu não controlo, mas sinto que tenho força pra fazer tudo que estiver ao meu alcance para melhorar.

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